Uso medicinal da maconha: principais aplicações e efeitos

O uso medicinal da maconha é uma polêmica que ganhou muita força de aplicação com sua utilização em alguns estados dos EUA, ao ser prescrita como uma forma de tratamento e vendida de maneira legal em lojas especializadas.

É sabido que, apesar de toda a regulamentação existente para a utilização, muitas pessoas – inclusive turistas – conseguem a autorização para a compra da droga de maneira superficial, sob um falso pretexto de doença.

Mas, afinal, realmente há um uso medicinal da maconha? Confira como funcionam as regras, os tratamentos e as características deste tipo de utilização da erva:

O uso medicinal da maconha nos EUA

marijuana

Para quem vive em um estado que permite o uso medicinal da maconha no país, é necessário que seu médico acredite que a maconha ajudará sua condição e esteja disposto a fazer uma receita especial para a compra de maconha. Chama-se o “marijuana card” e coloca a pessoa que recebeu a prescrição em uma lista de autorização de compra da maconha em locais especializados.

Doenças tratadas

O principal uso medicinal da maconha é o tratamento de dores de todos os tipos. Segundo o médico e pesquisador Barth Wilsey, da Universidade Médica Davis da Califórnia, especialista em dores, seu uso é recomendado desde dores de cabeça até os efeitos dolorosos de doenças como o câncer. Além disso, pode ser utilizada nas dores que envolvem doenças de longo prazo, como o glaucoma ou problemas no sistema nervoso.

Ainda, ela pode ser recomendada em casos de espasmos musculares, náusea constante (como no caso de quem faz tratamentos com quimioterapia), problemas de apetite e perda de peso causados por doenças crônicas e convulsões ou ataques epilépticos.

Utiliza-se, também, o principal componente da maconha, o THC, de maneira isolada em remédios para tratar a náusea e a falta de apetite.

Formas de utilização

Foto: Wikipedia/CCBY

Foto: Wikipedia/CCBY

O uso medicinal da maconha pode ser realizado praticamente da mesma forma que seu uso recreativo, o que gera uma certa suspeita em relação à real utilidade médica da droga para boa parte das pessoas, na visão dos mais céticos.

As formas mais comuns de utilização são através da fumaça, como é o caso de cigarros e cachimbos e vaporização – que ocorre quando a droga é esquentada, mas não chega a ser queimada, como ocorre no caso da queima, sendo utilizado o vapor de água para a inalação.

Igualmente popular é o método de ingestão, geralmente em forma de alguma comida doce, que funciona ao mesmo tempo como um lanche e uma forma de recorrer aos efeitos medicinais da droga de maneira prática. Utiliza-se, também, o extrato líquido da maconha, que é um extrato de seus principais componentes, como o THC, para um efeito rápido das consequências físicas.

Efeitos colaterais

O uso medicinal da maconha, assim como o uso medicinal de qualquer outro produto que afete diretamente no funcionamento do corpo, gera alguns efeitos colaterais, que duram por algumas horas – geralmente entre três e seis, no total.

Estes efeitos costumam ser tontura, sono, estado de letargia, perda de memória a curto prazo e euforia exagerada. Efeitos mais sérios podem ser desencadeados em pessoas que já possuam problemas psiquiátricos, podendo desencadear ataques de pânico ou crises de ansiedade – e é por isso que a prescrição médica é tão importante para sua utilização.

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