Maconha vicia? Entenda a questão

A discussão que questiona se a maconha vicia ou não é bastante polêmica. Muitas pessoas afirmam ter certeza que sim, enquanto outras dizem o exato oposto – mas qual é a verdade? A maconha vicia ou não?

Por um lado, já é possível termos certeza de que a maconha é menos viciante do que tabaco ou outras substâncias. Além disso, usuários frequentes que param de utilizá-la não apresentam sintomas de abstinência, como ocorre em drogas viciantes. Se este for o parâmetro para vício (dependência química com sintomas de abstinência), é razoavelmente correto dizer que ela não vicia.

Maconha vicia

Por outro lado, pode considerar um vício, um hábito que esteja fora do controle do usuário. Neste caso, pode-se estabelecer um parâmetro onde o usuário consome cada vez mais o produto, para obter efeitos semelhantes aos anteriores. Neste caso, seria correto afirmar que a maconha vicia.

Isso significa que há bons argumentos para os dois lados. Por isso, é necessário oferecer as ferramentas de avaliação antes das respostas:

Definindo o “vício em maconha”

As pessoas tendem a levar informações a grandes extremos, sem perceber as consequências disso. Não há dúvidas de que a maconha oferece efeitos bastante reduzidos no que diz respeito ao vício. Especialmente em comparação a outras substâncias, ela é bastante segura.

Isso não quer dizer que não haja o risco de vício. Muitas pessoas dizem que ela não vicia fisicamente, e que seus efeitos são apenas psicológicos. Na prática não é bem assim. A verdade, é que não é necessária a abstinência física, com tremores e vômitos, para comprovar um vício físico/químico.

É verdade que os efeitos de sua interrupção são brandos. No entanto, o desenvolvimento de tolerância a um certo produto, ou sintomas leves de abstinência já são enquadrados como vício.

Por isso, se você possui dificuldades para parar de fumar maconha, ou fuma quantidades maiores à medida que o tempo passa, isso configura-se como um vício, oficialmente. Mesmo que seus efeitos sejam pouco perceptíveis, ele indica uma alteração problemática em seu organismo.

Sintomas do vício

O primeiro sintoma de um vício é a dificuldade de parar com o consumo de algo de forma espontânea. Isso é identificado como um padrão de abuso, e – neste sentido – é correto dizer que a maconha vicia.

Estima-se que experienciar dois ou mais dos seguintes sintomas durante o período de 12 meses pode indicar um desequilíbrio no seu consumo de maconha:

  • Você consome cada vez mais maconha (em quantidade ou frequência);
  • Você tenta parar com o hábito, mas não consegue;
  • Você passa muito tempo tentando obter a droga;
  • Você sente fortes desejos de usá-la, quando está há algum tempo sem;
  • Você apresenta dificuldade crescente de cumprir seus compromissos;
  • O uso de maconha afeta seus relacionamentos;
  • Você mantém seu consumo, mesmo que esteja desconfiado de que ela esteja causando problemas de saúde;

A maconha em comparação com as outras drogas

O fato de que a maconha vicia não significa que ela seja uma droga arriscada, no entanto. Apenas é necessário que você tenha os cuidados necessário, e observe quando a situação parecer descontrolada. A área da psiquiatria responsável por cuidar de vício indica que a maconha possui baixíssimo nível de vício.

Na prática, estima-se que apenas 9% dos adultos que utilizam maconha desenvolvam algum tipo de vício sobre ela. Quando o uso começa na adolescência, este número sobe para 17%.

Mesmo com o vício observado, seus sintomas são significativamente mais leves. Em comparação a nicotina, cocaína e ao próprio álcool, a maconha é uma substância de baixo risco de vício.

Na prática, a tabaco é uma das substâncias mais viciantes de todas, com quase 32% de taxa de vício. É maior do que a própria heroína, com taxa levemente superior a 23%.

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