Maconha gourmet: O que significa? Qual a diferença?

O termo “maconha gourmet”, no Brasil, foi cunhado pela grande mídia com a ideia de referir-se a versões mais potentes da droga. Além de não corresponder à realidade, o termo diferencia-se do propósito para o qual é usado no resto do planeta.

Maconha gourmet

Pelo mundo, entende-se o termo “maconha gourmet” como uma possibilidade de especialização, diferenciação e evolução do conhecimento e apreciação da planta. Por lá, trata-se de um processo semelhante ao que pode ser observado hoje, no Brasil, com grupos de microcervejeiros artesanais.

Trata-se do desenvolvimento de uma comunidade que tem interesse em aprender, estudar e desenvolver métodos e produtos. Entenda o que é a maconha gourmet e qual sua importância no processo de aceitação social da planta:

O que é a maconha gourmet?

No Brasil, a maconha gourmet popularizou-se na mídia como um tipo específico de “maconha mais forte”. Na prática, o termo não significa exatamente isso. Existem centenas de variedades de sementes de maconha, cada uma com efeitos, sabores, aromas e qualidades específicos.

Definir uma “maconha gourmet” como se existisse apenas o tipo padrão e o tipo “forte” é, na prática, ignorância. O que é popularmente chamado de maconha gourmet, na verdade, é qualquer tipo de maconha que cujas sementes sejam de um tipo específico.

O aumento da legalização e variedades

Enquanto cada vez mais países passam a legalizar ou descriminalizar a maconha, tratá-la de forma natural torna-se uma rotina. Para entender o processo, pode-se fazer uma comparação com o período onde os Estados Unidos viveram a proibição do álcool.

Com o álcool proibido, os moradores dos EUA não tinham muita escolha. Eles compravam a bebida que conseguiam encontrar, sabendo apenas se era uísque, licor, ou outro tipo qualquer. Pouco interessava – e poucas eram as possibilidades, naquele contexto – as características especiais de cada bebida.

Quando elas foram permitidas novamente, foi possível especializar-se em seu consumo. O uísque deixava de ser apenas uísque. Passou a importar quanto tempo ele ficava no barril, qual a madeira daquele barril e quais as notas aromáticas que aquela bebida apresentava. Seus produtores e seu método de produção passaram a fazer parte da experiência de beber. Pode-se dizer que foi um processo de gourmetização daquela bebida.

O mesmo pode ser dito sobre a maconha nos países onde ela é localizada. Quanto mais fácil o acesso a ela, mais interessadas as pessoas estão em sua qualidade e suas características. Diferentemente do que ocorre no Brasil, você pode procurar por marcas específicas, ou por determinadas características que agradam mais para seu gosto.

Este é o acesso ao que pode-se chamar de maconha gourmet. Assim como ocorreu com a bebida, você deixa de simplesmente procurar por maconha, e escolhe qual o tipo e quais as especificações do que irá consumir.

Budtenders, sommeliers e mídia especializada

Com a especialização dos tipos, surgem – obviamente – especialistas em estudar, explicar e divulgar estes produtos. Em países onde a legalização é mais avançada, termos como budtenders (equivalentes a bartenders que trabalham com maconha – fechando um cigarro, por exemplo) e sommeliers de maconha são cada vez mais comuns.

A chamada maconha gourmet inspira sites especializados, revistas e programas em diversas mídias, que discutem o produto de forma profissional. Diferentemente do que a mídia brasileira afirma, a maconha gourmet é um oportunidade de conhecimento.

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